Tragédias deliberadas à beira do fogão – Lu Dias
Adaptar-se a uma nova cultura, talvez seja uma das tarefas mais difíceis para o ser humano. Seus valores são revirados de cabeça para baixo. E, se não fez a opção por vontade própria, ou se não encontra um objetivo para minorar o sofrimento, a cabeça dança.
Fico tecendo conjecturas sobre a vida dos escravos, quando eram caçados e obrigados a deixar o seu país, na África, e sobre os exilados políticos, de todas as partes do mundo. Vida dura e amarga!
Volto ao tema sobre a vida de estrangeiras na Índia, em função das muitas perguntas, que me foram feitas, em razão do texto “Camila e os Anandas”.
Não tenho, neste blog, a intenção de fazer comentários maldosos, a respeito da Índia, mas tão somente, advertir as pessoas mais românticas e “espiritualizadas” sobre a veracidade dos fatos. Precisamos colocar os neurônios, para funcionar e analisar esse nosso encantamento por vários países orientais, antes de ali colocarmos os pés.
Muitas pessoas deixam se levar por reportagens com artistas e “chiquerrês” da elite, narrando as visitas feitas à Índia, com o maior glamour. Esquecem-se de que esses, não habitam o mesmo mundo dos mortais comuns, pois a eles são oferecidos pedaços do paraíso (spas de alto luxo), onde ficam distantes de todas as mazelas do país visitado.
O fato de um país ter uma cultura milenar, não significa que esteja à frente de outros, na história da humanidade. O Código de Manu é milenar. A Declaração dos Direitos Humanos é bebezinho. Que escolha você faria entre os dois?
A inaceitabilidade das famílias indianas em relação às mulheres estrangeiras é real, não apenas ficção novelística. O difícil convívio entre sogras e noras (incluindo as noras indianas) é outra realidade visível e constrangedora.
Apesar de adentrar no mundo da tecnologia de ponta, a visão indiana, sobre o papel da mulher, é retrógrada e inconcebível, para nós ocidentais. Ela nem ao menos pode ser tocada na rua, sob o risco de o casal ser preso por atentado ao pudor. O grande hiato, entre homens e mulheres, com a subjugação dessas, não é figura de retórica. É realidade, mesmo!
A dicotomia entre Oriente x Ocidente é abissal, principalmente, quando se trata de casamentos.
Na Índia, existem classificados de casamento, como aqui existem pessoas oferecendo diferentes formas de serviço, nesses. E, o mais estupendo, é que os anúncios são divididos por castas, obedecendo, rigorosamente, o espaço de cada uma, no jornal. Assim como procuramos uma moradia, por bairro, nos classificados.
A avidez pelo dote ainda é soberana. De modo que sogras e maridos, muitas vezes, unem-se para assassinar a nora. E, como a mulher, não deve arrastar o sári pelo mercado, mas queimar a barriga no fogão, as tragédias deliberadas ocorrem mais na cozinha. Ali, a nora indesejada recebe um banho de querosene e uma tocha de fogo, no chamado acidente “à beira do fogão”.
Para os familiares, vizinhos e mídia, tudo não passa de um acidente, segundo o mantra dos autores do delito. E, de tanto contarem a mentira e, com o poder que lhes é investido, ninguém ousa duvidar, muito menos a polícia. Ficando o “viúvo” livre para arranjar uma nova vítima, acompanhada de um bom dote, é claro.
Quanto mais pobre é a vítima, menos clamor por justiça é ouvido. Ademais, a justiça do país possui coisas mais importantes para fazer, de que se preocupar com centenas desses casos, que pipocam todos os dias.
Uma estrangeira na Índia, não recebe o respeito devido. É julgada pela roupa em si, pelo fato de não arrastar um sári. Sendo vista, como uma mulher à procura de homens, trocando em miúdos, prostituta. O assédio a ela é muito grande. Por isso, uma firanghi nunca deve sair desacompanhada.
O que acontece à mulher, num país, onde ela não goza do respeito dos homens?
É agredida e vítima de estupro. Não sendo à toa, que a Índia encabece os mais altos índices de agressão e estupro contra mulheres, quer estrangeiras, quer indianas (principalmente mulheres dalits).
A chamada “mão boba” está presente em quase todos os lugares do país. Portanto, é bom não cair na propalada “docilidade” do homem indiano. Raj e Ravi, só existem na ficção de Glória Perez, imagino eu, por se tratar de uma cultura que valoriza o machismo.
Até mesmo o fato de a mulher pegar uma condução, sozinha, leva-a a correr sérios riscos. Assim como, encarar homens na rua é indicativo de “mulher fácil”.
Em meio a aglomerações, a mulher deve sempre cruzar os braços diante do peito, protegendo os seios, além de desviar o seu olhar, dos homens. E, o spray de pimenta costuma ser uma boa arma contra os afoitos agressores.
É bom, que se diga que os budistas não possuem a mesma visão dos hinduístas. Inclusive, não aceitam a discriminação de castas, como já vimos em textos anteriores. Infelizmente a porcentagem de budistas é muito pequena, em relação aos devotos do Hinduísmo.
Antes de se apaixonar por um indiano, procure primeiro, conhecer sua futura sogra. Será ela quem dirigirá a sua vida.
Na dúvida, procure alguém que tenha os mesmos costumes que você.
Namastê!
Nota: Algumas informações, encontradas neste texto, foram tiradas da reportagem da jornalista Florência Costa/ Marie Claire/ nº 218.
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A Sandra Bose também conta casos e casos, e só não sabe disto quem não quer mesmo saber. Outro dia tive com uma conhecida que já foi à Índia quatro vezes, buscando as palavras de um Guru que ela admira. Quando comentei com ela sobre a pobreza dos excluídos e se ela não tinha reparado, ela me respondeu: – Não fui lá para ver estas coisas! Enfim, viu o que quis ver. Por falar em Guru, querida Lu, como é que ficam estes personagens tão falados e decantados em ver e prosa, que encantaram artistas e encantam os que vão lá para beber seus ensinamentos? São induistas? São brâmames? São monjes? Quem são? Mais um questionamento, está vendo só? Apresse-se em pesquisar porque, na próxima novela, vamos mergulhar na Jordânia e já estou curiosa para saber de tudo de lá. Conto com minha pesquisadora preferida, minha gurua do coração. Bjs
lu dias respondeu:
junho 15th, 2009 at 11:10
@Hila Flávia,
Minha querida Hila
É justamente essa falta de comprometimento com a verdade, com faz sua conhecida, que torna o mundo imoral.
Que espiritualidade ela busca, se não se preocupa com o ser humano?
Pensa que resolvendo as suas próprias inhacas mentais, estará resolvendo o resto.
É uma imoralidade e um paradoxo.
Não concebo a “iluminação” sem um olhar de generosidade para com os meus irmãos sofredores, em qualquer parte do mundo.
Essas são as ditas dos “spas”. Ulucapatá!
Os gurus continuam existindo para essa gente.
E sempre irão existir.
Pois representam a excentricidade de que tanto precisam.
Eles enchem o bolso de tutu e esses tais enchem a cabeça de futilidades, de faz de conta.
Eles existem tanto no hinduísmo, quanto no budismo, com as mais diversas denominações.
Acabo de ler na revista Época, que o menino Osel Hita Torres, tido como a reencarnação de um lama (líder espiritual budista), pelo Dalai Lama, quando ainda era bebê, depois de viver isolado por muitos anos num mosteiro, acaba de abandonar a religião, agora, aos 24 anos.
Está estudando cinema em Madri. E se diz agnóstico.
Torres foi, durante todos esses anos, reverenciado pelos budistas e, continua sendo.
Isto é mais uma prova dos absurdos das crenças.
Que bom, vamos nos entranhar em outro mundo.
Não deixaremos pedra sobre pedra.
Já comprei mais de 15 livros sobre a Índia.
E agora vem uma nova cultura.
Are Baba!
Estava com saudades de você.
Viu a minha chamada nos recados?
Beijos,
lu
Monge é com G ou J? Fiquei na dúvida. Vou olhar o dicionário, espera um pouco: é com G= MONGE. Agora, monja é com J= MONJA, senão vira monga, songa monga que sou eu. Ainda bem que existe o Pai dos Burros, meu hoje querido Vocabuário Ortográfico da Língua Portuguesam da Academia Brasileira de Letras, que está na minha mesa em substituição temporário do amado Aurélio, meu companheiro fiel de tantos anos. AD IMMOR TALITA TEM.
lu dias respondeu:
junho 15th, 2009 at 11:13
@Hila Flávia,
Hila
Songa monga você nunca será, pois está sempre antenada com seu tempo.
Uso o dicionário digital do Aurélio.
Não é o pai dos burros, mas sim dos amantes da língua portuguesa.
Tenho um amigo, que acha um absurdo a preocupação em escrever certo, dentro das regras.
Mas, cada um é cada um.
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
junho 15th, 2009 at 22:37
@lu dias,
Hila
A Cris deixou abaixo um recadinho para você.
Beijos,
lu
Lu,
já ia perguntar por que, dois dias atrás, quando acessava o Alma Carioca a resposta era ERROR.
Não entendi nada, mas hoje consegui ler.
Aliás, viu no jornal Pampulha o artigo da Laura Medioli, comentando sobre a Ìndia?
Outra coisa: a Globo está filmando em Petra, na Jordânia, cenário da próxima novela.
Minha amiga esteve lá e trouxe fotos impressionantes.
Diariamente assino o ponto no Alma Carioca, onde você brilha.
Beijos ,
Maria Tereza
Lu Dias BH respondeu:
junho 15th, 2009 at 11:52
@Maria Tereza,
Tê
Ao ser colocado um novo programa, o blog entrou em parafuso.
O Paulo retornou ao programa antigo.
Vou procurar o Jornal Pampulha, agora.
Então vamos entrar na cultura jordaniana.
Já que eu virei comentadora de cultura.
Não consigo sair da Índia.
Há sempre um pedido de artigo novo.
Novidades que encontro em livros.
E fico louca para repassar para meus leitores.
Fico feliz em saber que é uma das leitoras do Alma Carioca.
Você nos é muito especial.
Grande beijo,
lu
Lu,
a respeito do dote.
Nesse feriado minha irmã e família esteve aqui no Pará. E família toda juntou-se para pôr as fofocas em dias. Bem.
Quase morremos de rir a respeito do tal do dote. A teoria dela: nada mudou até hoje, nem no Brasil, nem nos USA, nem sei lá onde.
Por aqui, uma “mocinha bem dotada” tem muito mais chance de arranjar casamento! Bonita e rica, nem precisa cozinhar o Santo Antônio junto com o feijão, deixá-lo de cabeça prá baixo ou mesmo roubar-lhe o Menino Jesus com a condição de lo devolver somente quando aparecer o noivo…..
TT
Lu Dias BH respondeu:
junho 15th, 2009 at 19:42
@Terezinha,
TT
No Brasil conta mais o dote físico… risos.
Ou a quentura nos lençois.
Are Baba!
Mas, pelo menos aqui não se mata a mulher, para ganhar um novo dote.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Dizem que na Austrália o universo feminino é muito pequeno.
A disputa é acirrada.
Tenho duas primas lá, que já se casaram.
Grande beijo,
lu
Oi Lu!
Se a vida já é difícil para a mulher aqui no ocidente (com mãos bobas, assédio e um machismo generalizado – mulher sozinha é propriedade pública, ou ao menos é o que muitos pensam), imagino lá no oriente, especialmente na Índia e nos países do oriente médio.
Aí a mulherada se apaixona no orkut, delira com a novela e resolve mudar para um país tão diferente do nosso, sem ter conhecimento da realidade que as espera: é receita de problema!
Não custa ler, se informar, pensar os prós e os contras e decidir também com a cabeça, além do coração. Quando dá certo, é lindo, como nas histórias da Sandra e de outras brasileiras. Mas quando não dá, elas correm o risco de virar churrasquinho na beira do fogão… que tragédia.
15 livros? minha nossa, agora é que nossa ‘gurua’ não para! Vou acompanhar tudinho e dar meus pitacos, como sempre.;-)
Recadinho pra Hila: songa monga? aqui não tem disso não, amiga, só tem gente boa! (dei boas risadas com seu comentário…) E sua conhecida, se já esteve na Índia quatro vezes e só viu o que quis ver, acho que não tem jeito mesmo… como dizem, o pior cego é o que não quer ver.
Beijos!
Lu Dias BH respondeu:
junho 15th, 2009 at 22:36
@Cristine,
Cris
Precisa ser muito sem visão, depois desse monte de informações, achar que ainda vai encontrar um príncipe na Índia.
Essa são songa monga, mesmo… hahahahahahahahaha
Nem quando dá certo, não acho que o amor de um homem valha tanto sacrifício.
Talvez porque eu pense que o amor não seja eterno, em relação a uma só pessoa.
Ele é eterno como sentimento.
Podemos amar muiiiiiiitas pessoas… até ao mesmo tempo.
E por que não?
Cada um de um jeito diferente.
Entregar a minha vida nas mãos de uma pessoa?
Necas de pitibiriba!
E haja churrasquinho!
A polícia nem mais dá a mínima.
Quanto aos livros, só ontem comprei quatro, na estante virtual.
Ali sai até por 1/4 do preço de um exemplar nas livrarias.
Você tem o endereço?
A Hila é adorável, como você.
Mata-me de tanto rir.
Ela também é mineira, uai.
Já que vou tê-la como leitora, vou ler mais uns 20 livros… risos.
Are baba!
Beijos,
lu
Hila Flávia respondeu:
junho 15th, 2009 at 23:13
Mas não é mesmo? É o pior cego. Obrigada por não me considerar songa monga. Já estava me achando e você me tirou isto da cabeça, amiga. Nosso blog só tem gente finíssima, como disseram do papa viajor.
Cristine respondeu:
junho 16th, 2009 at 9:00
@Hila Flávia, Hila e Lu, voces são o máximo!
Beijos!
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 20:42
@Cristine,
Cris
E você também!
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 20:42
@Hila Flávia,
Hila
Você é uma das deusas do Hinduísmo.
Are Baba!
Beijos,
lu
Querida amiga vc de facto é brilhante em tudo o que escreve e o ênfase real com que o faz ainda é mais fantástico. É realmente chocante o que se vive na India, quase que nem há palavras pra traduzir tamanha aberração… Esses homens, ou melhor, amostra de homens, poeiras ainda os define melhor,devem ter levado mto par de chifre e pontapé no rabo noutras vidas, so isso justifica tal bestidade em relação às mulheres. Se não fosse um caso tão chocante daria mesmo para rir… Baguan Keliê!!! É obvio que mesmo que isso fosse verdade e eu estava em ar de ironia, nada justifica querer matar uma pessoa. Oh gentinha mísera de ideias e sentimentos. Pq não nos juntamos, mulheres brasileiras e portuguesas e vamos lá á India dar umas pauladas e capar aqueles trastes?! Rsssss. Era pra verem o que é bom prá tosse, como se diz cá. Are Baba, como eu disse acima, se não fosse um caso tão sério dava para rir. Cada vez mais defendo que a Glória Perez como autora que é e dando voz a uma novela tão polémica, devia dar bons exemplos e não permitir que os preconceitos ganhem. Se através da trama se pode mostrar 1 mundo melhor, pois deve aproveitar de o fazer, já chega de vivermos num mundo hipócrita e cruel, principalmente essa pobre gente indiana que sofre nas mãos dos próprios indianos. O Dalit tem que vencer, o Opash tem que se vergar diante de Duda e por aí fora… Bj.
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 22:43
@Cila Caeiro,
Cila
hahahahahahhahahahaha
Você é uma graça.
Eu morro de tanto rir.
Seus comentários são ótimos.
Aquela gentinha vai habitar o mármore dos infernos…
Haja maldade!
O jeito vai ser capar aqueles machões… Are Baba!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Tenho a certeza de que a Glória Perez vai colocar tudo nos devidos lugares.
Cada um vai levar o seu.
Primeiro a trama enche-nos de raiva.
Depois os castigos vão comendo de concha.
Caso contrário a novela não teria atração… risos.
Os preconceitos não vão ganhar, tenho a certeza disso.
Mas, concordo com que as misérias devam ser mostradas.
Pouca gente no mundo sabia da vida dos dalits.
E, quanto mais pessoas ficam sabendo, com mais vergonha fica a elite indiana.
Também quero que o dalit vença.
O Opash, ao saber o que é de verdade, vai se tornar uma pessoa totalmente diferente.
O Raj precisa pagar pelo que fez a Duda.
Vamos continuar torcendo.
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 22:45
@Lu Dias BH,
Cila
A Hila debate com você, abaixo.
Aguardo a sua resposta a ela.
Are Baba!
lu
Ô Cila, mas o Bahuan é muito chato! A Maya mente e dissimula que é uma beleza! O Raj é leal, ele fala a verdade mas se verga aos ritos. Gosto dele. É um sujeito inteiro, por mais que seja errado o que pense. Mas é leal, não engana. O Opash faz o que pode. Também, com uma mãe daquelas, ninguém merece. Gosta da mulher, que é uma pessoa boa. Dos tralhas mesmo na novela, posso até fazer uma lista: 1o. lugar: Ilana. 2o. lugar: César. Dupla de maus caratistas militantes e com PHD. Porcaria tb é a Surya, invejosa e intrigante. O restante é fraco, como Ravi, Indra, o irmão da Maya, o mais velho dos Anandas. É vítima: como Zeca, Hari, Tarso, Tônia. É pilantra, como Radesch e Norminha. E tem a gente boa, como o Castanho, a Suellen, A Inês, as donas da pastelaria, o Abel, a Aída, as professoras, a Sílvia, o Murilo, a Dona Val, o velho Cadore, o Gopal. E tem os bestas quadrados, como os irmãos Cadore e a infeliz da Ivone. Como se diz na roça, a desinfeliz da Ivone, para ser mais infeliz ainda. Agora, o bahuan tem que vencer coisa nenhuma. Ele tem que aprender que ele vale pelo que ele é. Não chegou nem perto. E a Duda é songa monga. Mulherzinha sem noção! Beija que é uma beleza e passeia como ela só. É mais adolescente que a Camila e a Júlia. Atenção, inicio hoje carreira solo como crítica de novela. Vamos ver se tenho futuro, já que não arranjei emprego de figurante.
Hila Flávia respondeu:
junho 15th, 2009 at 23:10
Esqueci da Melissa. Que é aquilo?
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 22:46
@Hila Flávia,
Hila
Melissa é hilária.
É um nonsense total.
Morro de rir.
Conheço alguém assim.
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 22:45
@Hila Flávia,
Hila
Aguarde a Cila.
Aí vem chumbo grosso.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
Beijos,
lu
LU DIAS
Puxa vida, que bagunça que o Vasco da Gama descobriu, atrás das especiarias.
O pior é não respeitar as mulheres.
Isto é inadmissível.
Precisam aulas de cavalherismo e perceber que devemos reverenciar a perfeição existente na mulher que amamos, a melhor criação divina.
Eu me derreto diante de minha majestade, a Cidinha.
Bonsoir.
Ainda bem que o Cabral veio e descobriu o Brasil.
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 22:49
@GUTIERRITOS,
Gutie
Você iria sair chamuscado, se dissesse contra as mulheres.
Veja o embate entre Hila e Cila (rimou).
Mas que nós somos a essência do mundo, isso é verdade.
Só não sabem disso os ulus.
Beijos,
lu
GUTIERRITOS respondeu:
junho 16th, 2009 at 23:18
@Lu Dias BH,
O mundo não seria nada se não fossem as mulheres.
Quer saber: não teria graça nenhuma. Nenhuma.
Tchau.
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 23:46
@GUTIERRITOS,
Gutie
Falou e disse!
Assino embaixo.
lu dias
Cara Lu,
o que se percebe na India é exatamente esta maneira excludente de se tratar as mulheres.
Aliás em todo o mundo, até no ” civilizado ” Ocidente, as mulheres são discriminadas, especialmente quando são competentes no trabalho, no salário,
inteligência e beleza. São sempre tratadas como objetos sexuais e nada mais.
Como se vê, o nosso mundo ainda está muito atrasado, chauvinista, egoista, violento, desrespeitador, especialmente com as mulheres.
Abrs. do GERALDO MAGELA
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 22:51
@Geraldo Magela,
Geraldo
Que maravilha, ver você por aqui.
Sua presença faz-me muito bem.
O que disse é verdade.
Mas nada se compara com a crueldade que é feita com a mulher no mundo oriental.
Ali, a servidão é total.
Beijos,
lu
Hila, vc tem razão em muita coisa e logicamente que respeito a sua opinião e é interessante cada um ter seu ponto de vista. Mas em relação ao Bahuan, cara amiga, não estou de acordo pq por mto que ele tente vencer por o que ele é, não deixam. Ele abriu o restaurante e teve logo que o fechar pq??? Pq era um dalit. Temos que nos saber colocar no lugar de alguém que é rejeitado desde criança. Eu repito, desde criança, isto é mto duro no desenvolvimento de alguém. Eu tb não concordo com vinganças mas é perfeitamente legítimo que ele queira vencer na vida, que queira mostrar que existe, que é um ser humano. O que o levou a querer ir mais rapidamente para os E.U.A. e querer vencer deveu-se ao facto de mais uma rejeição na sua vida; os pais de Maya não o aceitarem. E parecendo que não, o amor de Maya ia ajudá-lo a combater esse sentimento de inferioridade e se ela lhe tem dito que estava à espera de um filho dele, logicamente ele teria corrido para ela, e talvez a ansia de poder dele se dissipásse a partir desse momento. E sabe pq? Pq já tinha algo…já tinha amor…e acredite que isso já bastava para ele.Compreende o meu ponto de vista? Tb em relação a Duda estou em desacordo, ela criança pq? Por ter acreditado no amor? So se for… Coitada ela não tem ninguém, acham mal que ela se apoie na unica amiga que tem? Isso é ser criança? E criar 1 filho sozinha sem se quer ter direito a escolha, passar pela humilhação que passou por Opash, quando é ela que lhe está a dar o verdadeiro neto, tudo isso tb é ser criança???Ele não faz mais que o dever dele em ajudá-la e mesmo assim não há dinheiro que pague o facto de 1 filho não crescer com o pai e ainda pra mais ser anulado por tradicionalismos mesquinhos e monstruosos. Ela é criança? Não é não, ela é uma grande mulher que ainda está a respeitar quem não a respeita a ela. Se fosse cmg o senhor Opash ia ver o que é ser criança…ou adulta…ele ia ver só !!!! Bj e não me bata, rssssss….
Lu Dias BH respondeu:
junho 16th, 2009 at 22:52
@Cila Caeiro,
Cila
Você e Hila estão maravilhosas.
Belo debate.
Estou só assistindo.
Beijos,
lu
Hila Flávia respondeu:
junho 18th, 2009 at 0:51
Ô Cila, a questão dos dalits eu brinco com ela, mas que é um horror, isto é. Falo que o Bahuan é chato porque o Mãrcio Garcia é chato. Mas quanto aos dalits, é uma questão difícil demais. Não sei se algum deixa de se sentir excluído mesmo conquistando tudo o que possa parecer importante na vida. Estas marcas ficam, não é? A gente fica comentando novela, ficando de fora do sofrimento de verdade. Porque, se fôssemos pensar bem, se a maya tivesse contado que estava grávida de um dalit seria escurraçada para o fundo de um poço por todos, inclusive os de sua casa. A mentira foi questão de sobrevivência. E como mentira não fica sozinha, vai virando bola de neve. A Duda é intempestiva, isto ela é. Não pensa. Mas também é próprio de paixão não pensar. Paixão é coisa cega, surda e muda. Não vê, não escuta e nem fala. Eu sei que tem muita gente que abomina novela, mas eu gosto muito. Vejo novela com meus netos e comento tudo com eles. Não deixo passar nada. Fico perguntando, nos intervalos: que vocês acharam disto, e daquilo, e por que isto aconteceu? Com os menores não. Mas com os maiores, que estão vendo na vida coisa muito mais violenta, por que não ver e comentar os fatos? Prá você ver, quanto assunto teríamos a conversar, não é? Isto sem falar nos casos de psicopatia e esquisofrenia, que estão sendo conhecidos pela população. Vou só te contar uma coisa parecida ( nas devidas proporções) com a situação da Duda: tenho uma amiga que era casada e, quando engravidou, foi agredida pelo marido, que não queria filhos. Ela se mudou do país, separou-se, teve o filho e o registrou um ano depois, como filho dela. E jamais contou para o ex que ele tinha um filho. Diz ela que o filho dele ele matou. Aquele era só dela. Pouca gente sabe do caso, conheço os dois, e, agora que ela voltou com o filho adolescente, fica no maior sufoco, com medo de alguém contar a ele. Olha só que situação real e triste, não é? Mentira é barra pesada.
Lu querida,
Realmente há que ser muito imatura para deixar seu país(como no caso fez a Camila) para enfrentar um mundo com cultura tão diferente. É como eu lhe disse antes – breve o amor(ou ilusão) vai virar pó – aposto! Há certas passagens quase que inacreditáveis na novela. Doença espalhada por todo lado – pais perversos, costumes ridículos, machismo doentio e por aí vai. Vale a novela pela interpretação de alguns e beleza de outros (leia-se Raj hahaha) Mas como nada acontece por acaso estamos a aprender com você, mestra querida! Namastê!
Lu Dias BH respondeu:
junho 17th, 2009 at 22:51
@Ana Lucia Timotheo da Costa,
Aninha
Para mim, o maior mérito da novela é mostrar a situação dos dalits.
Quantas pessoas não tomaram ciência de tal absurdo.
E, como a novela está passando em várias partes do mundo, mais gente via cobrar do governo indiano.
Obrigada, minha doce amiga.
Você é sempre gentil.
Beijos,
lu