Uma história de abandono com final feliz
Li este artigo no site Care2 em abril de 2011 e fiquei muito emocionada; guardei o link nos favoritos, pensando em traduzi-lo e publicar, pois a história é muito bonita. Ao organizar meus links, reencontrei o artigo e aqui está a tradução. Preparem os lencinhos!
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Cão marcado como “PRÓXIMO” para morrer recebe uma visita surpresa
(Artigo de Laura Simpson, publicado em 19/04/2011 no site Care2 – tradução de Cristine Martin)
The Great Animal Rescue Chase está emocionado em apresentar esta história extraordinária de como os atos mais simples de amor podem resultar nos presentes mais espantosos. O que acontece quando alguém para para olhar um cão sem nome em um abrigo, cuja única identificação é que ele é o “próximo” a ser eutanasiado? Esta é uma história que você não vai esquecer tão cedo.

De Karen Gleason, de New Hampshire
Minha cadela Abby havia falecido recentemente e meu outro cão resgatado, Copper, estava tão triste quanto eu. Ele não queria comer nem brincar no jardim sem a companhia dela. Levei Copper comigo para visitar abrigos e canis durante algumas semanas. Olhei em muitos pares de olhos tristes, mas nenhum havia me tocado o coração, ainda.
Em uma manhã de sábado, tínhamos menos de uma hora antes de sair para o casamento de um amigo, mas meu marido e eu paramos em um abrigo na cidade vizinha. Enquanto ele olhava os cães das primeiras gaiolas, fui imediatamente até o final do corredor, sem saber o motivo. Olhei na última gaiola, e avistei Ben pela primeira vez. Não consegui dizer que tipo de cão ele era, mas era muito grande (cerca de 40 kg), estava encolhido no canto dos fundos e tremendo. Seu pelo preto estava cheio de nós que formavam ‘dreads’ em todo o seu corpo. Seus cotovelos estavam cobertos de feridas grossas e secas. Olhei a plaquinha de identificação para ver se havia mais alguma informação, mas ao lado do nome só havia uma palavra: PRÓXIMO.
Ele era ‘inadotável’?
Peguei uma guia, retirei-o delicadamente da gaiola e o levei até o funcionário de plantão. Meu marido me olhou, imaginando o que eu estava fazendo, mas ele me conhecia muito bem para saber o que se passava em minha cabeça. O homem explicou que Ben estava ali há três dias, mas isso era o suficiente para que soubessem que ele não seria adotado. Ele seria morto naquela tarde, pois certamente não conseguiria um lar, não importando por quanto tempo ficasse lá.
Ele disse que o cão foi abandonado pelo antigo dono porque era “um aborrecimento” e tinha cerca de um ano e meio. O homem achava que era uma mistura de Irish Setter e Labrador preto.
Fui conversar com Copper. Ele não foi muito receptivo com nenhum dos possíveis irmãos ou irmãs que eu lhe havia apresentado. Olhei em seus olhos e pedi que desse uma chance a este cão, pois ele precisava muito ir para casa conosco. Copper concordou e abanou o rabo em aprovação.
O amor que compartilhamos… não tem preço
Eu disse ao homem no balcão que levaria o cão. Ele perguntou se eu tinha certeza que queria aquele. Eu pedi ao meu marido que pagasse a taxa de 35 dólares para adoção, e fomos para casa.
O Ben tinha bons pulmões. Ele sorriu e ofegou durante todo o caminho até em casa. Depois do banho, como não conseguimos desembaraçar os nós, a maior parte do pelo teve de ser raspada.
Ele passou os próximos 12 anos conosco me fazendo companhia, cuidando de mim quando eu estive doente, acompanhando-nos em ótimas aventuras e mostrando sua gratidão por o termos levado para casa naquele dia. Copper e ele se tornaram bons amigos. Em doze anos Ben nunca pediu nada além de estar ao meu lado. Estou certa que os cães são as criaturas de Deus mais nobres e leais. Não tenho dúvidas de que não salvei Ben nem nenhum dos outros. Eu é que fui salva.
A imagem acima é uma das preferidas de Karen e mostra sua filha Bailey com Ben. Veja mais fotos de Ben aqui.
Você já ajudou um animal?
Às vezes isso é tão fácil quanto ajudar uma tartaruga a atravessar a estrada. Ou quem sabe cuidar de um passarinho com a asa quebrada. Seja qual for seu ato de bondade, queremos saber como foi. Participe dos eventos de The Great Animal Rescue Chase em todo o mundo para ajudar os amantes de animais a salvar mais vidas. Visite nosso site e compartilhe a história e as fotos do seu resgate. Você nunca sabe quem poderá ser inspirado por elas!
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Esta história inspiradora mostra um final feliz para um dos inúmeros casos de abandono de animais, o que não é ‘privilégio’ dos americanos. Aqui no Brasil milhares de cães e gatos são abandonados todos os anos, especialmente durante as festas de final de ano e nas férias.
Nunca é demais lembrar que não existe cão de rua; eles foram abandonados ou se perderam, sofrem muito com a fome, sede, atropelamento e maus tratos, ficam doentes, e os filhotes não conseguem sobreviver até a idade adulta.
Ben teve sorte, e foi salvo na “hora H”; infelizmente muitos não têm essa sorte, e esperam anos em abrigos e CCZs pela adoção, que às vezes nunca chega.
A adoção (de animais e, por que não, de pessoas também) nunca deve ser feita por dó ou caridade; ela é um compromisso de amor, para a vida toda. É assumir a responsabilidade por outra vida, que depende completamente de você. Se está pensando em ter um animal, não compre, adote. Além de não contribuir para as criações de fundo de quintal, você estará dando uma nova chance a um animal e abrirá espaço para que outro possa ser resgatado.
Em todas as cidades há CCZs, canis municipais, abrigos, ONGs e protetores independentes com animais disponíveis para adoção. Informe-se, e siga o seu coração.
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Onde adotar um animal:
- Bicho de Rua (Porto Alegre)
- Adote um Gatinho (SP)
- Adote Já (Mogi das Cruzes- SP)
- Cão Sem Dono (SP)
- ABEAC (SP)
- Santuário Pit Bull (SP)
- Adotacão (anúncios de animais para adoção em todo o país)
- Adote um Gatinho (Rio de Janeiro)
- Onde adotar animais em Fortaleza – CE
- SOS Bichos (Pouso Alegre – MG)
- ABPA (Salvador – BA)
ou procure o CCZ ou canil municipal em sua cidade; você também pode acolher um cão que esteja abandonado na rua. Pense nisso!
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